Santo Tirso recebe as Supertaças a 23 de agosto e cinco clubes portugueses já conhecem os adversários europeus
Duas finais no mesmo pavilhão, no mesmo dia, e cinco clubes portugueses com adversários europeus definidos.
Do melhor resultado de sempre da seleção num Campeonato da Europa à presença de cinco clubes portugueses nas provas continentais: o andebol nacional atravessa o seu período mais competitivo, e é isso que esta secção acompanha.
O que cobrimos
O andebol português deixou de ser uma modalidade de nicho. A seleção masculina alcançou em 2026 o melhor resultado da sua história num Campeonato da Europa, depois de um quarto lugar num Mundial, e prepara um Europeu que se disputa em parte em Portugal. Nos clubes, cinco equipas competem em provas europeias na mesma época — número impensável há uma década.
Esta secção acompanha as duas realidades. Nas seleções, seguimos as janelas de apuramento e as fases finais, com atenção ao trabalho de continuidade: o andebol é uma modalidade em que os ciclos de seleção se medem em anos, não em torneios. Nos clubes, cobrimos o campeonato, as provas a eliminar e os sorteios europeus, que definem meses de calendário num único dia.
Como nas restantes modalidades de pavilhão, explicamos o formato antes de comentar o resultado. Uma vitória numa fase de grupos de 24 equipas não vale o mesmo que numa de 16, e essa diferença merece ser dita.
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Duas finais no mesmo pavilhão, no mesmo dia, e cinco clubes portugueses com adversários europeus definidos.
Da mesma redação
Golo de Ferran Torres aos 106 minutos, apenas um golo sofrido em todo o torneio e um registo que nenhuma outra seleção tinha alcançado.
É a primeira vez que a prova se joga na Áustria — e a primeira vez que um árbitro não europeu dirige o encontro.
Diogo Brito com 17 pontos e 9 ressaltos numa vitória fora que abre uma porta inédita à seleção portuguesa.
Sobre a modalidade
Um encontro de andebol disputa-se entre duas equipas de sete jogadores em campo, incluindo o guarda-redes, em duas partes de trinta minutos. O jogador com a bola dispõe de três passos e três segundos antes de ter de driblar, passar ou rematar, e não pode entrar na área do guarda-redes — pode, isso sim, saltar sobre ela e concluir antes de cair, o que explica boa parte dos remates espetaculares da modalidade.
A disciplina organiza-se em três degraus: advertência com cartão amarelo, exclusão por dois minutos e desqualificação. A exclusão temporária é a sanção mais determinante, porque deixa a equipa em inferioridade numérica sem interromper o jogo — dois minutos em andebol equivalem, em prática, a várias posses seguidas em desvantagem.
Em 2016, o regulamento passou a permitir substituir o guarda-redes por um jogador de campo sem colete distintivo. A alteração generalizou os ataques com sete jogadores e obrigou as defesas a estudar quando avançar para forçar o erro no momento da troca. É a mudança de regras mais influente na tática da modalidade nas últimas duas décadas.
As provas de clubes combinam campeonato a duas voltas com fases de apuramento e eliminatórias finais. A Supertaça, encontro único entre o campeão nacional e o vencedor da Taça de Portugal, abre a época em agosto. Nas competições europeias, o desenho junta fases de grupos a eliminatórias, com finais concentradas num único recinto ao longo de um fim de semana — formato que privilegia o espetáculo e aumenta o peso de um mau dia.