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Voleibol

Seguimos as seleções nacionais masculina e feminina em provas europeias e em apuramentos, o campeonato português de clubes e as séries que decidem os títulos internos — além das regras que tornam o voleibol tão específico.

Rede de voleibol montada entre dois postes brancos num relvado de parque
Uma modalidade de rotação obrigatória e de decisões em frações de segundo

O que cobrimos

A linha editorial desta secção

O voleibol português cresceu de forma discreta mas consistente: presenças regulares em fases finais europeias no setor masculino e um regresso do setor feminino ao grupo das seleções qualificadas. É esse percurso que esta secção acompanha, sem exageros e sem descontos.

Escrevemos sobre as janelas de seleção, sobre os estágios que as antecedem e sobre a forma como se constrói uma convocatória com jogadores dispersos por vários campeonatos. Nos clubes, seguimos a fase regular, as séries decisivas e as provas a eliminar, tanto no setor masculino como no feminino.

Há ainda uma tarefa de arrumação que nos parece útil: o calendário internacional do voleibol mudou nos últimos anos e nem toda a gente acompanhou a alteração. Sempre que uma prova muda de periodicidade ou de formato, dizemo-lo de forma explícita em vez de assumir que o leitor já sabe.

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Como se conta e como se roda no voleibol

Um encontro de voleibol disputa-se à melhor de cinco sets. Os quatro primeiros jogam-se até vinte e cinco pontos, com diferença mínima de dois; o quinto, quando é necessário, joga-se até quinze, também com dois pontos de vantagem. Não há empates e não há relógio: o encontro acaba quando uma equipa vence três sets.

Até ao final da década de 1990, só marcava ponto a equipa que tinha o serviço. A passagem ao sistema de ponto por jogada mudou tudo: tornou a duração dos encontros previsível, deu peso decisivo à receção e transformou o serviço numa arma calculada — a primeira ação defensiva de uma equipa é o seu próprio serviço, porque um serviço agressivo estraga a receção adversária e reduz as opções do distribuidor.

A rotação é a regra que organiza tudo o resto. Sempre que uma equipa recupera o serviço, os seis jogadores mudam de posição segundo uma ordem obrigatória. Toda a construção ofensiva do voleibol nasce da tentativa de contornar as limitações impostas por essa ordem, e é por isso que se vê tanta movimentação imediatamente a seguir ao contacto com a bola.

Na mesma vaga de alterações apareceu o líbero, jogador especializado em receção e defesa, com equipamento de cor diferente, que entra e sai sem contar como substituição e que não pode servir nem concluir um ataque acima da rede. O sistema de contestação por vídeo, quando existe, é acionado pelo treinador e tem um número limitado de pedidos por set, o que faz de cada revisão uma escolha tática e não apenas um recurso técnico.

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