Seleção masculina entra em estágio em Viana do Castelo para atacar o EuroVolley
A seleção nacional masculina de voleibol começou a 3 de agosto o estágio de preparação para o Campeonato da Europa, em Viana do Castelo. São 16 jogadores convocados por João José para um torneio que se disputa em setembro.
A seleção nacional masculina de voleibol iniciou a 3 de agosto, em Viana do Castelo, o estágio de preparação para o Campeonato da Europa. O selecionador João José convocou 16 jogadores, com o núcleo repartido pelo Sporting CP, pelo SL Benfica e pelo Vitória SC — os três clubes que dominaram o campeonato nacional na época passada.
O EuroVolley masculino de 2026 decorre entre 6 e 29 de setembro e tem quatro países anfitriões: Itália, Bulgária, Finlândia e Roménia. Portugal integra o Grupo B, que se disputa em Sófia, na Bulgária, e enfrenta um quadro particularmente exigente: a Polónia, campeã europeia em título, a Bulgária, anfitriã do grupo e vice-campeã mundial, além de Israel, Ucrânia e Macedónia do Norte.
Cinco encontros em seis dias
O calendário português na fase de grupos é intenso: 10 de setembro com a Polónia, 11 com a Bulgária, 13 com Israel, 14 com a Ucrânia e 15 com a Macedónia do Norte. Cinco encontros em seis dias, com os dois adversários mais fortes logo nas duas primeiras jornadas — uma sequência que praticamente obriga a equipa a rodar jogadores e a chegar com margem física às três últimas jornadas.
O objetivo assumido pela equipa técnica é terminar entre os quatro primeiros do grupo e alcançar a fase a eliminar, onde o adversário nos oitavos de final sairá do Grupo D. Sobre o sorteio, João José foi direto: «É um grupo competitivo, com adversários conhecidos e exigentes. Temos de construir o nosso caminho sem ilusões de jogos fáceis.»
Quarta presença consecutiva
Esta é a quarta participação consecutiva de Portugal na fase final do EuroVolley masculino. A vaga foi obtida por via do ranking, sustentada no décimo lugar alcançado na edição de 2023 — o melhor resultado português na prova em várias décadas e o argumento que passou a colocar a seleção no grupo de equipas com presença regular.
Convém desfazer, a propósito, uma confusão frequente: não há Campeonato do Mundo de voleibol em 2026. Desde 2025, os mundiais de seniores passaram a disputar-se de dois em dois anos, nos anos ímpares. O último foi nas Filipinas, em 2025, e teve a Itália como vencedora, com o quinto título da sua história, depois de vencer a Bulgária na final por 25-21, 25-17, 17-25 e 25-10. O próximo Mundial masculino joga-se na Polónia, entre 10 e 26 de setembro de 2027.
O verão que antecedeu o estágio
Antes de Viana do Castelo, a seleção cumpriu a Liga Europeia, prova que integra o percurso de acesso ao EuroVolley de 2028. Portugal jogou três jornadas concentradas: na Dinamarca, entre 5 e 7 de junho, em Matosinhos, entre 12 e 14 de junho, e no Azerbaijão, entre 19 e 21 de junho. O balanço final foi de quatro vitórias e duas derrotas, com um décimo segundo lugar na classificação geral.
O último encontro dessa fase foi disputado a 21 de junho, com uma vitória sobre o Azerbaijão por 3-1, com parciais de 21-25, 25-16, 25-12 e 25-19. A convocatória para a Liga Europeia incluiu 18 jogadores e serviu para dar minutos a estreantes como Diogo Fevereiro, Gonçalo Gomes e Tomás Teixeira, além de recuperar Miguel Cunha, Manuel Figueiredo e Nuno Teixeira.
É essa a lógica de um verão de seleção: uma prova longa para experimentar, um estágio curto para consolidar e um torneio em que se compete com o grupo mais restrito. O que ficar decidido nas próximas semanas em Viana do Castelo condiciona diretamente o que for possível fazer em Sófia, num grupo em que três encontros são, à partida, jogáveis e dois exigem quase tudo.