Os Lobos destronam a Geórgia, conquistam o campeonato europeu e recebem três testes em novembro
Um 19-17 em Madrid interrompeu 43 encontros sem derrotas da Geórgia e devolveu a Portugal um título de 2004.
A seleção portuguesa vive o melhor momento da sua história: campeã europeia e qualificada para o segundo Campeonato do Mundo consecutivo. Acompanhamos os Lobos, o campeonato interno, a Taça de Portugal e o râguebi de sete.
O que cobrimos
O râguebi português deixou de ser uma modalidade de resultados isolados. A seleção qualificou-se para duas fases finais consecutivas de Campeonato do Mundo — algo que nunca tinha conseguido — e conquistou o campeonato europeu diante do adversário que dominava a prova havia oito anos. Esta secção acompanha esse percurso encontro a encontro.
Além da seleção principal, cobrimos as janelas de testes internacionais, que em râguebi têm um efeito prático direto: influenciam o ranking mundial e, por essa via, o pote em que uma seleção fica nos sorteios das fases finais. Cobrimos também a Divisão de Honra, a Taça de Portugal e os circuitos de râguebi de sete, masculino e feminino.
O râguebi tem um regulamento denso e é a modalidade em que a arbitragem mais explica o seu raciocínio em voz alta. Aproveitamos isso: sempre que um encontro é decidido numa área técnica do regulamento, dedicamos-lhe espaço em vez de a resumir a uma linha.
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Um 19-17 em Madrid interrompeu 43 encontros sem derrotas da Geórgia e devolveu a Portugal um título de 2004.
Da mesma redação
Golo de Ferran Torres aos 106 minutos, apenas um golo sofrido em todo o torneio e um registo que nenhuma outra seleção tinha alcançado.
É a primeira vez que a prova se joga na Áustria — e a primeira vez que um árbitro não europeu dirige o encontro.
Diogo Brito com 17 pontos e 9 ressaltos numa vitória fora que abre uma porta inédita à seleção portuguesa.
Sobre a modalidade
Um encontro de râguebi de quinze joga-se em duas partes de quarenta minutos. A bola avança com os pés ou nas mãos, mas nunca pode ser passada para a frente: qualquer passe tem de sair para trás ou na horizontal. É esta regra, aparentemente pequena, que define toda a forma do jogo — o avanço faz-se por acumulação de contactos e por conquista de terreno, não por passes longos para a frente.
Um ensaio, marcado ao apoiar a bola na zona de ensaio adversária, vale cinco pontos e dá direito a uma transformação, que vale dois. Um pontapé de penalidade e um drop valem três pontos cada. O ensaio passou de quatro para cinco pontos em 1992, precisamente para premiar quem procura a linha em vez de acumular pontapés à baliza.
A formação ordenada e o alinhamento são as duas formas de recomeço disputado. A primeira reúne os oito avançados de cada equipa numa disputa de força e técnica após uma infração menor; o segundo devolve a bola ao jogo depois de esta ter saído pela linha lateral. São as fases em que os encontros equilibrados costumam decidir-se, porque garantem posse e território de forma previsível.
Na arbitragem, o râguebi é a modalidade mais transparente. O diálogo entre o árbitro e o assistente de vídeo é audível no recinto e a revisão está limitada a matérias como a validade de um ensaio e o jogo desleal. O espectador acompanha o pedido, a análise e a conclusão pela mesma ordem, o que torna a decisão muito mais fácil de compreender — mesmo quando não se concorda com ela.