Campo relvado com pista de atletismo em redor e torres de iluminação ao fim do dia
Três encontros em casa, em novembro, definem a posição no sorteio do Mundial

A final do Rugby Europe Championship de 2026 jogou-se a 15 de março, no Estadio Ontime Butarque, em Madrid, e terminou com Portugal a vencer a Geórgia por 19-17. Foi o primeiro título português na prova desde 2004 e interrompeu uma série georgiana de 43 encontros sem derrotas e oito títulos consecutivos.

O ensaio português foi apontado por Vincent Pinto, na última dezena de minutos e com a Geórgia reduzida a catorze jogadores; o resto dos pontos chegou pelo pé de Manuel Vareiro, que somou os pontapés de penalidade e a transformação decisiva. Ao intervalo, os georgianos venciam por 12-3 e pareciam encaminhados para mais um título. O que mudou o encontro foi a entrada dos pilares suplentes e o consequente domínio na formação ordenada, que devolveu posse e território a Portugal.

Um percurso sem derrotas

O caminho até à final tinha sido convincente. No Grupo B, Portugal venceu a Bélgica por 47-17 em Mons, a 7 de fevereiro, a Alemanha por 68-12 em Dessau, a 14, e a Roménia por 44-7 em casa, a 22. Na meia-final, disputada a 8 de março no Estádio do Restelo, em Lisboa, bateu a Espanha por 26-7, com dois ensaios de Rodrigo Marta e 16 pontos de Domingos Cabral.

A seleção é orientada pelo neozelandês Simon Mannix e está qualificada para o Campeonato do Mundo de 2027, na Austrália. É a segunda presença consecutiva de Portugal numa fase final de Mundial — algo que nunca tinha acontecido antes.

O verão nas Américas

Em julho, os Lobos cumpriram a janela da World Rugby Nations Cup, prova em que integram o Pool B com Geórgia, Roménia, Espanha, Hong Kong China e Zimbabué. Os três encontros disputaram-se no continente americano e produziram um balanço positivo.

A 5 de julho, em Denver, Portugal perdeu com os Estados Unidos por 30-29, num encontro decidido nos últimos minutos, com dois ensaios de Manuel Cardoso Pinto. A 11 de julho, em Edmonton, venceu o Canadá por 38-14, no encontro em que João Granate cumpriu a sua 50.ª internacionalização. E a 18 de julho, no Princess Auto Stadium, em Winnipeg, bateu Tonga por 32-28.

Três encontros contra adversários de fora da Europa, em fusos e altitudes diferentes, com dois resultados a favor: é exatamente o tipo de exposição que uma seleção precisa de acumular antes de uma fase final de Mundial.

Novembro em casa

A janela de novembro traz três testes, todos em Portugal. A 8 de novembro, às 15:00, os Lobos recebem o Uruguai no Estádio Nacional, no Jamor. A 15 de novembro, à mesma hora e no mesmo recinto, defrontam Hong Kong China. E a 22 de novembro, às 16:00, jogam com o Canadá no Estádio Cidade de Coimbra.

Estes encontros não são amigáveis no sentido leve do termo. Os resultados influenciam a posição de Portugal no ranking internacional e, por essa via, o pote em que a seleção ficará no sorteio do Mundial de 2027, marcado para 3 de dezembro de 2026. Uma diferença de pote pode significar apanhar ou evitar uma das seleções do primeiro escalão logo na fase de grupos.

O campeonato interno e o râguebi de sete

No plano interno, o SL Benfica sagrou-se campeão nacional da Divisão de Honra em 2025/26, com o título assegurado à décima jornada, a 17 de maio — o primeiro em 25 anos. O GDS Cascais foi vice-campeão. A prova reuniu 12 clubes, distribuídos por três grupos de quatro, com posterior separação entre Grupo do Título e Plate Cup.

A Taça de Portugal ficou para o GDS Cascais, que venceu o CF «Os Belenenses» por 25-20 na final de 30 de maio, no Complexo Desportivo do Jamor. Foi a quinta taça do clube e a primeira desde 1992/93.

No râguebi de sete, o circuito europeu de 2026 passou por Hamburgo, entre 3 e 5 de julho, com um quinto lugar masculino e um oitavo feminino, e por Split, entre 24 e 26 de julho, onde a seleção feminina venceu a Grã-Bretanha por 29-22 e a França por 19-12, enquanto a masculina perdeu com a Geórgia por 28-14 e bateu a Lituânia por 26-0.

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