FC Porto vence o Torreense em Coimbra e ergue a 25.ª Supertaça Cândido de Oliveira
O FC Porto abriu a época 2026/27 com um troféu. Venceu o SCU Torreense por 1-0 no Estádio Municipal Cidade de Coimbra, com um golo de Victor Froholdt ainda na primeira parte, e chegou à vigésima quinta Supertaça Cândido de Oliveira.
A Supertaça Cândido de Oliveira jogou-se no sábado, 1 de agosto, às 20:15, no Estádio Municipal Cidade de Coimbra. O FC Porto, campeão nacional em título, venceu o SCU Torreense, detentor da Taça de Portugal, por 1-0. O golo apareceu aos 38 minutos, marcado pelo médio dinamarquês Victor Froholdt, e resistiu a toda a segunda parte. O encontro teve transmissão pela televisão pública.
É o primeiro troféu da época 2026/27 e o primeiro do italiano Francesco Farioli desde que assumiu o comando técnico da equipa portista. No onze inicial figuraram Diogo Costa na baliza, Alberto Costa, Jan Bednarek, Jakub Kiwior e Zaidu no setor defensivo. Do lado do Torreense, destaque para o guarda-redes Adriel Ramos e para o avançado Luis Quintero, o jogador que mais procurou desequilibrar em zonas adiantadas.
Um recorde que se afasta dos rivais
Com esta vitória, o FC Porto chegou às 25 Supertaças, marca isolada na história da prova. Segue-se o SL Benfica, com 10, o Sporting CP, com 9, o Boavista, com 3, e o Vitória de Guimarães, com 1. A diferença explica-se por uma combinação de dois fatores: o número de campeonatos e taças conquistados nas últimas quatro décadas e a regularidade com que a equipa transformou esses acessos em vitórias no encontro de abertura da época.
A Supertaça portuguesa opõe o campeão nacional ao vencedor da Taça de Portugal da época anterior. Quando o mesmo clube conquista as duas provas, o lugar passa para o finalista vencido da Taça. É um encontro único, sem segunda mão, disputado habitualmente em campo neutro no início de agosto — uma solução que evita dar vantagem competitiva a qualquer dos participantes e que serve, na prática, como primeiro teste sério da pré-temporada.
O Torreense, estreante com uma história pouco vulgar
O SCU Torreense estreou-se na prova por uma via improvável. A 24 de maio de 2026, no Estádio Nacional, em Oeiras, venceu a final da Taça de Portugal diante do Sporting CP por 2-1, depois de prolongamento. Zohi marcou aos 4 minutos, Luis Suárez empatou para os leões aos 54 e Stopira decidiu aos 113, de grande penalidade assinalada após revisão em vídeo. O encontro teve 35 000 espectadores e arbitragem de António Nobre.
Foi a primeira vez que um clube do segundo escalão venceu a Taça de Portugal. O feito colocou o Torreense na Supertaça e transformou uma época já invulgar num percurso com poucos paralelos no futebol português das últimas décadas. Em Coimbra, a equipa de Torres Vedras defendeu com linhas juntas, procurou explorar o espaço nas costas dos laterais portistas e esteve perto do empate em duas incursões da segunda parte.
Coimbra como palco
A escolha do Estádio Municipal Cidade de Coimbra para a decisão foi assinalada pela câmara municipal, cuja presidente, Ana Abrunhosa, descreveu a decisão como um sinal claro de confiança na cidade. A organização envolveu ainda a Associação de Futebol de Coimbra e a estrutura da Académica. Para uma cidade que raramente recebe finais nacionais de futebol, a Supertaça funciona como montra: obriga a rever acessos, bilhética e circulação, e deixa um recinto testado para outras provas.
Para o FC Porto, o troféu confirma a continuidade de um ciclo aberto na época passada, quando reconquistou o campeonato ao fim de quatro anos. Para o Torreense, a presença na Supertaça encerra o capítulo mais improvável da sua história recente e abre outro: o de gerir a exposição de um clube do segundo escalão que passou a ser observado com outra atenção. As duas equipas voltam a competir dentro de dias, cada uma no seu escalão, com o arranque dos campeonatos marcado para o primeiro fim de semana de agosto.