Linha branca pintada sobre relva verde em grande plano
Trinta e quatro jornadas separam a primeira bola do último dia de maio de 2027

O calendário da época 2026/27 do principal escalão do futebol português foi divulgado em duas fases, a 2 e a 17 de julho, depois de a federação ter fixado o quadro geral das provas nacionais a 15 de junho. A 93.ª edição arranca na sexta-feira, 7 de agosto, e termina a 16 de maio de 2027, com 18 clubes e 34 jornadas. É também a décima época consecutiva com assistência por vídeo à arbitragem no escalão máximo.

O encontro inaugural é Estoril Praia – Famalicão, às 20:15, no Estádio António Coimbra da Mota. No sábado, 8 de agosto, jogam-se Estrela da Amadora – Sporting CP, às 20:30, Marítimo – Casa Pia, na Madeira, Vitória de Guimarães – Arouca, Santa Clara – Nacional e Gil Vicente – Rio Ave. No domingo, 9 de agosto, alinham Moreirense – SC Braga, FC Porto – Alverca, às 18:00, e Benfica – Académico de Viseu, às 20:30, este último ainda sujeito a confirmação.

Jogos condicionados pelas provas europeias

Vários encontros das duas primeiras jornadas estão marcados com reserva. A razão é conhecida: as pré-eliminatórias das competições europeias decorrem exatamente nas mesmas semanas e os clubes envolvidos podem ver os horários alterados em função dos dias de deslocação. Na segunda jornada, com início a 14 de agosto, destacam-se Sporting CP – Vitória SC, às 20:15, e Benfica – Casa Pia, agendado para 16 de agosto às 20:30, também dependente de confirmação.

Este tipo de calendário provisório tornou-se habitual em agosto e não deve ser lido como desorganização. É o resultado de uma pirâmide de competições em que a prova nacional arranca antes de estarem fechados os apuramentos europeus. A alternativa — atrasar o início do campeonato — comprimiria ainda mais o calendário de inverno, já apertado pelas taças.

Quem entra e quem saiu

O campeão em título é o FC Porto, que conquistou o 31.º campeonato a 2 de maio de 2026, com uma vitória por 1-0 sobre o Alverca no Estádio do Dragão, à 32.ª jornada. O golo foi de Jan Bednarek, de cabeça, após um canto batido por Gabri Veiga. Foi o primeiro título com André Villas-Boas na presidência e com Francesco Farioli no comando técnico, e o primeiro desde 2021/22.

Subiram do segundo escalão o Marítimo, primeiro classificado, e o Académico de Viseu, segundo. Desceram o AVS e o Tondela. O regresso do clube madeirense ao escalão principal devolve à prova uma deslocação que estava ausente há várias épocas e que altera a logística de meia dezena de equipas.

Os outros escalões e as taças

O segundo escalão nacional entra na sua 37.ª temporada, também com 18 equipas e um total de 297 encontros. Abre a 8 de agosto, às 11:00, com Chaves – Académica, e tem nesse mesmo dia a estreia do Amarante, campeão da Liga 3, diante do Tondela, às 18:00, no Estádio João Cardoso. A jornada fecha na segunda-feira, 10 de agosto, com FC Porto B – Lusitânia de Lourosa, e a prova termina a 17 de maio de 2027. A Liga 3 começa a 9 de agosto e o Campeonato de Portugal a 16 de agosto, com final marcada para 20 de junho de 2027.

A Taça de Portugal de 2026/27 abre a 30 de agosto com a primeira eliminatória. Os clubes do escalão principal entram na terceira ronda, a 18 de outubro; a quarta joga-se a 22 de novembro. As meias-finais, a 22 e 23 de maio de 2027, mantêm o encontro único em campo neutro, e a final está agendada para 30 de maio de 2027.

A Taça da Liga volta a reunir oito participantes: FC Porto, Sporting CP, SL Benfica, SC Braga, FC Famalicão, Gil Vicente, Marítimo e Académico de Viseu. Os quartos de final disputam-se a 27 de outubro de 2026, com FC Porto – Académico de Viseu, Sporting – Marítimo, Benfica – Gil Vicente e SC Braga – Famalicão. A fase final concentrada decorre entre 5 e 9 de janeiro de 2027 no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, pelo sexto ano consecutivo.

Sete dos dezoito treinadores mantêm-se dos comandos técnicos da época anterior. Entre as novidades contam-se Sérgio Ferreira no Alverca, João Gião no Nacional e Filipe Coelho no Casa Pia, além do regresso de Marco Silva ao Benfica, anunciado a 9 de junho, e das voltas de Carlos Carvalhal ao Famalicão, de Pepa ao Estrela da Amadora e de Bruno Pinheiro ao Académico de Viseu. A permanência mais longa pertence a Vasco Seabra, no Arouca, com quase três anos de trabalho no mesmo clube.

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