Filas de assentos amarelos vazios numa bancada de um recinto desportivo
Vinte e quatro seleções e quatro países anfitriões numa prova alargada

O EuroVolley feminino de 2026 disputa-se entre 21 de agosto e 6 de setembro, na sua 34.ª edição, com 24 seleções e quatro países anfitriões: Turquia, Azerbaijão, Chéquia e Suécia. Além do título continental, está em jogo uma vaga direta nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, atribuída à seleção vencedora.

Portugal integra o Grupo C, com o Azerbaijão, na condição de anfitrião, os Países Baixos, medalhados de bronze na edição anterior e sexta seleção do ranking mundial, a Bélgica, que ocupa o décimo primeiro lugar, além de Espanha e Roménia. A equipa é orientada pelo selecionador Hugo Silva.

Como se conquistou a vaga

O apuramento resolveu-se no último encontro do Grupo E, em Santo Tirso, com uma vitória por 3-0 sobre a Geórgia, com parciais de 25-8, 25-16 e 25-18. Portugal terminou o grupo em segundo lugar, com 7 pontos, atrás da Espanha, que somou 11, e entrou no lote das cinco melhores segundas classificadas — o critério que fecha o quadro de 24 participantes.

É apenas a segunda vez que a seleção feminina alcança a fase final do Campeonato da Europa. A estreia tinha acontecido em 2019 e ficou por aí durante três ciclos. O regresso, sete anos depois, tem menos de acaso do que parece: coincide com o crescimento das provas internas, com mais jogadoras portuguesas a competir fora e com um trabalho de escalões de formação que só agora começa a chegar à seleção principal.

Sporting bicampeão, sem quase perder

No plano interno, a época 2025/26 teve dois vencedores claros. No setor masculino, o Sporting CP sagrou-se bicampeão nacional com uma vitória por 3-0 no terceiro encontro da série final, a 6 de maio, no Pavilhão João Rocha, com parciais de 25-18, 25-17 e 25-19. A série fechou em 3-0.

Os números da época dizem quase tudo: 21 vitórias e uma derrota na fase regular e um percurso na fase decisiva em que eliminou o Gondomar por 2-0, o Vitória de Guimarães por 3-0 e o Benfica por 3-0. A equipa é orientada por João Coelho e teve no ponta Edson Valência o autor do ponto que fechou a final. Na mesma época, o clube venceu também a Taça de Portugal e a Supertaça.

FC Porto recupera o título feminino

No setor feminino, o FC Porto reconquistou o campeonato nacional com uma vitória por 3-0 sobre o SC Braga no quarto encontro da final, disputado a 10 de maio na AMCO Arena, em Braga. Os parciais foram 25-20, 27-25 e 25-22, e a série terminou em 3-1.

O segundo parcial resume a natureza da final: 27-25, com vantagem trocada várias vezes na fase final do set. Ganhar um encontro decisivo em casa alheia por 3-0 depois de um parcial assim é sinal de uma equipa que resolveu bem os momentos de igualdade, precisamente onde as finais costumam decidir-se. O título regressa a um clube que o tinha detido entre 2021 e 2024.

Entre agosto e setembro, o foco desloca-se para a seleção. Depois disso, os campeonatos internos recomeçam e as duas equipas campeãs voltam ao ponto em que ficaram — com a diferença de que, desta vez, ambas defendem um título.

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